A segunda fase do Modernismo brasileiro, desenvolvida principalmente entre 1930 e 1945, marcou um momento de amadurecimento das propostas iniciadas pelos modernistas de 1922.
Se a primeira geração ficou conhecida pela ruptura, pelo humor, pela experimentação e pelo combate às formas tradicionais, a segunda fase aprofundou muitos desses caminhos e passou a olhar com mais atenção para os problemas sociais, regionais, políticos e existenciais do Brasil.
Na prosa, ganharam destaque romances sobre seca, pobreza, desigualdade, exploração do trabalhador, decadência das elites rurais e transformações econômicas. Na poesia, os escritores mantiveram a liberdade formal modernista, mas ampliaram temas como solidão, cotidiano, amor, espiritualidade, passagem do tempo, política e conflitos humanos.
Entre os principais nomes do período estão Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, José Lins do Rego, Érico Veríssimo, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes e Murilo Mendes.
No Enem, o tema pode aparecer em trechos de romances, poemas, questões sobre regionalismo, crítica social, linguagem, identidade nacional e comparação entre as diferentes fases do Modernismo.
Neste artigo, você aprenderá as características essenciais da segunda geração modernista e poderá praticar com cinco exercícios no estilo Enem. 📚
Contexto histórico da segunda fase modernista
A década de 1930 foi marcada por profundas transformações no Brasil e no mundo.
A crise econômica iniciada em 1929 abalou diferentes países e afetou a exportação de produtos agrícolas brasileiros, especialmente o café.
No Brasil, a Revolução de 1930 encerrou a chamada República Oligárquica e levou Getúlio Vargas ao poder.
O período também foi marcado por:
- crescimento da industrialização;
- urbanização;
- migração interna;
- conflitos políticos;
- desigualdade social;
- fortalecimento do Estado;
- mudanças nas relações de trabalho.
No cenário internacional, existiam ainda:
- ascensão do fascismo e do nazismo;
- Guerra Civil Espanhola;
- Segunda Guerra Mundial;
- fortalecimento de ideologias políticas concorrentes.
Esse ambiente de crise e transformação influenciou profundamente os escritores.
A literatura passou a observar de maneira mais intensa os problemas concretos da sociedade.
Da ruptura ao amadurecimento
A primeira fase modernista, iniciada simbolicamente com a Semana de Arte Moderna de 1922, precisava conquistar espaço para uma nova linguagem.
Por isso, seus autores utilizavam muita provocação, paródia e experimentação.
Na segunda fase, essas conquistas já estavam relativamente consolidadas.
Os escritores não precisavam mais lutar o tempo todo contra a métrica tradicional ou provar que a língua brasileira poderia aparecer na literatura.
Isso permitiu um aprofundamento dos temas.
A linguagem modernista continuou:
- mais livre;
- próxima da oralidade;
- menos presa a modelos acadêmicos.
Entretanto, os escritores passaram a desenvolver obras mais densas e complexas.
A literatura tornou-se instrumento de investigação da realidade social e da própria condição humana.
A prosa da segunda fase
A prosa modernista da década de 1930 ficou conhecida especialmente pelo romance de 30.
Muitos escritores passaram a representar diferentes regiões do país e seus problemas sociais.
O Nordeste ganhou grande destaque, principalmente em narrativas sobre:
- seca;
- fome;
- migração;
- concentração de terras;
- exploração dos trabalhadores;
- coronelismo;
- decadência dos engenhos.
Esse regionalismo não se limitava a descrever paisagens.
A região funcionava como espaço para analisar relações sociais e econômicas.
Por isso, também se utiliza a expressão regionalismo crítico.
O romance social
Uma das principais características da prosa da segunda fase é a preocupação social.
Os autores procuraram apresentar personagens que pertenciam a grupos pouco valorizados pela literatura tradicional:
- retirantes;
- trabalhadores rurais;
- sertanejos;
- empregados;
- crianças pobres;
- pequenos proprietários;
- moradores das periferias.
Esses personagens não aparecem apenas como cenário.
Seus conflitos ocupam o centro das narrativas.
A literatura passa a mostrar como fatores sociais influenciam a vida individual.
Pobreza, exploração e falta de oportunidades são apresentadas como problemas relacionados à organização da sociedade, e não apenas como resultado de escolhas pessoais.
Graciliano Ramos
Graciliano Ramos é um dos autores mais importantes da literatura brasileira.
Sua prosa é conhecida pela linguagem:
- econômica;
- direta;
- precisa;
- sem excesso de ornamentação.
Em suas obras, o sofrimento dos personagens está frequentemente ligado às condições sociais.
Seu romance mais conhecido é Vidas Secas, publicado em 1938.
Vidas Secas
A obra acompanha uma família de retirantes que atravessa o sertão em busca de melhores condições.
Os principais personagens são:
- Fabiano;
- Sinhá Vitória;
- os dois meninos;
- a cachorra Baleia.
A seca aparece como um elemento fundamental, mas o problema não é apenas climático.
O romance também apresenta:
- exploração econômica;
- dificuldade de comunicação;
- pobreza;
- falta de educação;
- violência das autoridades;
- exclusão social.
Fabiano trabalha, mas não consegue controlar plenamente as relações econômicas que o mantêm na pobreza.
A dificuldade dos personagens com a linguagem também revela sua condição de exclusão.
A humanização de Baleia
Um dos aspectos mais conhecidos de Vidas Secas é a construção da personagem Baleia.
Embora seja uma cachorra, ela recebe pensamentos e sentimentos ao longo da narrativa.
Essa humanização contrasta com a forma como os próprios seres humanos são frequentemente desumanizados pelas condições de vida.
Esse recurso produz um forte efeito literário.
Graciliano Ramos consegue mostrar que a pobreza extrema não destrói completamente os afetos da família, mas limita profundamente suas possibilidades.
São Bernardo
Outro romance importante de Graciliano Ramos é São Bernardo, publicado em 1934.
O narrador, Paulo Honório, conta sua própria trajetória.
Ele começa em situação de pobreza e consegue adquirir a fazenda São Bernardo.
Seu objetivo de acumular riqueza influencia a maneira como trata as pessoas.
As relações humanas passam a ser observadas quase como relações de propriedade.
O casamento com Madalena revela os limites dessa visão.
A obra apresenta:
- autoritarismo;
- ciúme;
- propriedade;
- desigualdade;
- dificuldade afetiva.
É também um romance de forte análise psicológica.
Rachel de Queiroz
Rachel de Queiroz publicou O Quinze em 1930.
O título faz referência à grande seca de 1915 no Ceará.
A obra acompanha personagens atingidos pela estiagem e pelas dificuldades econômicas.
Um dos núcleos apresenta a trajetória de retirantes que precisam abandonar suas terras.
O romance não transforma a seca em simples espetáculo natural.
Ela aparece relacionada a:
- pobreza;
- migração;
- desigualdade;
- fragilidade social.
Rachel de Queiroz foi uma das primeiras mulheres a conquistar grande reconhecimento no romance brasileiro do século XX.
José Lins do Rego
José Lins do Rego ficou conhecido principalmente por seus romances relacionados ao universo dos engenhos de açúcar do Nordeste.
Entre suas obras estão:
- Menino de Engenho;
- Doidinho;
- Bangüê;
- Usina;
- Fogo Morto.
Em seus romances, aparece a transformação econômica provocada pela substituição dos antigos engenhos pelas usinas.
Esse processo modifica:
- relações de trabalho;
- formas de propriedade;
- poder das famílias tradicionais;
- organização das comunidades.
A literatura registra, assim, a decadência de uma estrutura econômica e social.
Jorge Amado
Jorge Amado também teve grande importância na prosa da década de 1930.
Suas obras apresentaram trabalhadores, crianças pobres, marinheiros, moradores de Salvador e diferentes grupos populares.
Entre seus romances estão:
- Cacau;
- Suor;
- Jubiabá;
- Capitães da Areia.
Capitães da Areia
Publicado em 1937, Capitães da Areia apresenta um grupo de crianças e adolescentes que vive nas ruas de Salvador.
Em vez de tratá-los simplesmente como criminosos, a narrativa mostra suas histórias e condições sociais.
A obra questiona a visão que responsabiliza exclusivamente o indivíduo.
Os jovens enfrentam:
- abandono;
- pobreza;
- violência;
- falta de oportunidades.
A narrativa convida o leitor a compreender o problema como fenômeno social.
Essa perspectiva costuma ser bastante importante em questões do Enem.
Érico Veríssimo
Érico Veríssimo destacou-se especialmente na representação da vida urbana e da sociedade do Rio Grande do Sul.
Em obras como Caminhos Cruzados, explorou diferentes grupos sociais de uma cidade.
Suas narrativas mostram:
- desigualdades;
- conflitos familiares;
- vida urbana;
- relações econômicas.
Mais tarde, Veríssimo produziria a trilogia O Tempo e o Vento, uma de suas obras mais importantes.
Embora parte dessa produção ultrapasse cronologicamente a segunda fase modernista, sua trajetória está ligada ao amadurecimento da prosa iniciado na geração de 1930.
Características da prosa de 30
Para reconhecer a prosa da segunda fase, observe algumas características:
- regionalismo crítico;
- preocupação social;
- linguagem mais direta;
- denúncia da desigualdade;
- personagens marginalizados;
- análise psicológica;
- reflexão sobre trabalho e propriedade;
- representação das diferenças regionais.
O regionalismo não significa isolamento.
Ao representar uma família de retirantes do sertão, por exemplo, Graciliano Ramos também discute temas universais, como dignidade, sofrimento e esperança.
A poesia da segunda fase
A poesia da segunda geração modernista também apresenta grande diversidade.
Os poetas aproveitaram a liberdade formal conquistada em 1922, mas ampliaram o alcance temático.
São frequentes assuntos como:
- cotidiano;
- identidade;
- solidão;
- amor;
- religião;
- morte;
- política;
- passagem do tempo;
- conflitos sociais.
O verso livre continuou sendo utilizado, mas sem excluir completamente formas tradicionais.
A geração de 1930 mostrou que o Modernismo podia incorporar tanto inovação quanto diálogo com a tradição.
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade é um dos maiores poetas brasileiros.
Seu primeiro livro, Alguma Poesia, foi publicado em 1930.
Drummond trabalha com:
- ironia;
- cotidiano;
- conflitos pessoais;
- questões sociais;
- reflexão sobre a própria poesia.
Um conceito bastante associado à sua obra inicial é o gauche.
O poeta gauche
“Gauche” é uma palavra francesa que significa literalmente “esquerdo”, mas também pode transmitir ideia de desajeitado ou deslocado.
O sujeito poético de Drummond frequentemente se percebe como alguém que não se encaixa completamente no mundo.
Essa posição permite observar criticamente a sociedade.
A poesia transforma experiências simples em reflexão.
Uma rua, uma fotografia, uma lembrança familiar ou uma situação cotidiana podem servir de ponto de partida para questões mais amplas.
Drummond e a preocupação social
Ao longo da década de 1940, a poesia de Drummond também apresentou forte preocupação política e social.
A experiência da guerra, do autoritarismo e das desigualdades influenciou poemas que discutem o lugar do indivíduo diante de um mundo em crise.
Essa poesia não abandona a subjetividade.
Ao contrário, muitas vezes aproxima:
indivíduo + sociedade.
O sofrimento particular é colocado em relação aos conflitos coletivos.
Cecília Meireles
Cecília Meireles desenvolveu uma poesia de grande musicalidade e reflexão.
Entre seus temas estão:
- passagem do tempo;
- transitoriedade da vida;
- solidão;
- espiritualidade;
- memória;
- existência.
Sua poesia apresenta linguagem delicada, mas isso não significa simplicidade temática.
A consciência de que tudo muda e desaparece é muito presente.
A passagem do tempo pode gerar sentimentos de:
- melancolia;
- contemplação;
- reflexão.
Sua produção mostra também que a poesia modernista da segunda fase não se limitou à crítica social direta.
Murilo Mendes
Murilo Mendes desenvolveu uma poesia marcada por:
- imagens inesperadas;
- religiosidade;
- surrealismo;
- reflexão sobre o mundo moderno.
Sua obra combina elementos aparentemente distantes.
O cotidiano pode aparecer junto a imagens religiosas ou fantásticas.
Essa liberdade de associação mostra o diálogo do Modernismo brasileiro com experiências das vanguardas europeias.
Jorge de Lima
Jorge de Lima apresentou diferentes fases em sua trajetória.
Sua poesia abordou:
- cultura brasileira;
- religiosidade;
- experiências afro-brasileiras;
- memória;
- temas sociais.
Sua obra também demonstra a diversidade existente dentro da segunda geração modernista.
Não havia um único modelo de poesia.
Vinicius de Moraes
Vinicius de Moraes iniciou sua produção com forte presença religiosa e existencial.
Posteriormente, sua poesia aproximou-se do amor, do cotidiano e das relações humanas.
Ele se tornaria também um importante compositor da música popular brasileira.
Sua trajetória mostra como a literatura modernista dialogou com outras formas de arte e expressão cultural.
Primeira fase x segunda fase
É importante compreender a diferença sem criar uma separação absoluta.
Primeira fase — 1922 a 1930
Predomínio de:
- ruptura;
- experimentalismo;
- humor;
- paródia;
- combate ao academicismo;
- discussão da identidade nacional.
Segunda fase — 1930 a 1945
Predomínio de:
- amadurecimento estético;
- crítica social;
- regionalismo;
- análise psicológica;
- reflexão existencial;
- poesia social e intimista.
As conquistas da primeira geração permitiram o desenvolvimento da segunda.
Regionalismo não é apenas descrição da paisagem
Um erro frequente é imaginar que literatura regionalista significa apenas descrever uma região.
Na segunda fase modernista, o espaço regional é utilizado para analisar questões sociais.
Em Vidas Secas, por exemplo, o sertão não aparece apenas como paisagem.
A vida dos personagens é marcada por:
- estrutura econômica;
- relações de poder;
- ausência de direitos;
- dificuldade de acesso à educação.
Por isso, o regionalismo modernista possui forte caráter crítico.
Linguagem e oralidade
A linguagem da segunda fase mantém a valorização da língua brasileira iniciada em 1922.
Os romances podem utilizar:
- expressões regionais;
- frases simples;
- diálogos próximos da fala;
- vocabulário popular.
Entretanto, não existe uma tentativa de simplesmente copiar a fala cotidiana.
Cada autor constrói sua própria linguagem literária.
Graciliano Ramos, por exemplo, utiliza uma escrita bastante econômica e rigorosa.
Jorge Amado frequentemente apresenta uma narração mais expansiva e ligada à vida popular.
Personagem e condição social
Uma das grandes conquistas do romance de 30 foi apresentar personagens complexos que pertenciam às camadas populares.
Eles não são apenas exemplos abstratos da pobreza.
Possuem:
- desejos;
- medos;
- afetos;
- contradições.
Fabiano, em Vidas Secas, sofre exploração, mas sonha com melhores condições.
Os meninos de Capitães da Areia enfrentam abandono, mas constroem laços de amizade.
Esse tratamento evita transformar personagens marginalizados em simples objetos de observação.
Como a segunda fase aparece no Enem?
O Enem costuma apresentar fragmentos de romances e poemas.
Ao ler uma questão, observe:
- quem são os personagens;
- qual ambiente é representado;
- como a linguagem é utilizada;
- existe crítica social?
- há conflito psicológico?
- o regionalismo está relacionado à desigualdade?
- o poema apresenta reflexão existencial?
Na poesia, procure identificar a relação entre linguagem cotidiana e reflexão.
Na prosa, observe como o contexto social interfere na vida dos personagens.
Exercícios estilo Enem
Questão 1
Um romance apresenta uma família sertaneja submetida à seca, à exploração econômica e à ausência de acesso à educação.
Essa construção aproxima-se de uma característica da prosa modernista de 1930:
A) idealização da vida rural.
B) regionalismo crítico.
C) defesa do academicismo.
D) retorno ao medievalismo.
E) valorização exclusiva da mitologia clássica.
Gabarito: B
Comentário: O regionalismo crítico utiliza determinada região para discutir problemas sociais, econômicos e políticos. A paisagem não aparece apenas como decoração.
Questão 2
Em Vidas Secas, a dificuldade dos personagens em dominar a linguagem contribui para representar:
A) sua integração plena às instituições sociais.
B) a superioridade cultural do meio urbano.
C) uma dimensão de sua exclusão social.
D) a ausência de qualquer inteligência nos personagens.
E) a idealização da vida sertaneja.
Gabarito: C
Comentário: A dificuldade de expressão está ligada às condições de vida e à falta de acesso à educação. Graciliano Ramos não apresenta os personagens como incapazes, mas como pessoas limitadas por condições sociais extremamente desfavoráveis.
Questão 3
Na segunda fase do Modernismo, a poesia de Carlos Drummond de Andrade frequentemente apresenta um sujeito que observa o cotidiano com ironia e sensação de deslocamento.
Essa postura é associada ao conceito de:
A) herói épico.
B) poeta gauche.
C) nacionalismo ufanista.
D) determinismo biológico.
E) objetividade parnasiana.
Gabarito: B
Comentário: O gauche representa o sujeito deslocado ou desajeitado diante do mundo. Essa posição permite a Drummond transformar experiências cotidianas em reflexão crítica.
Questão 4
Em Capitães da Areia, os jovens moradores de rua são apresentados a partir de suas histórias, afetos e condições sociais.
Esse procedimento contribui para:
A) reduzir o problema à criminalidade individual.
B) naturalizar a desigualdade social.
C) questionar julgamentos que ignoram o contexto social.
D) defender a exclusão dos personagens.
E) eliminar qualquer crítica à sociedade.
Gabarito: C
Comentário: Jorge Amado apresenta os jovens como sujeitos complexos e relaciona suas condições de vida à pobreza, ao abandono e à falta de oportunidades.
Questão 5
Uma característica que diferencia a segunda fase do Modernismo da primeira é:
A) abandono completo da liberdade formal.
B) retorno obrigatório à métrica parnasiana.
C) aprofundamento de temas sociais e existenciais.
D) rejeição da realidade brasileira.
E) proibição do regionalismo.
Gabarito: C
Comentário: A segunda geração preservou muitas conquistas de 1922, mas aprofundou a crítica social, a análise psicológica e as questões existenciais.
Conclusão
A segunda fase do Modernismo brasileiro representou o amadurecimento de uma renovação iniciada em 1922.
Entre 1930 e 1945, os escritores ampliaram a atenção à realidade social e às questões existenciais.
Na prosa, o chamado romance de 30 destacou desigualdades, conflitos regionais, pobreza, migração e transformações econômicas.
Graciliano Ramos apresentou uma escrita precisa e personagens marcados pela exclusão.
Rachel de Queiroz abordou a seca e a migração.
José Lins do Rego representou a transformação do mundo dos engenhos.
Jorge Amado deu destaque a grupos populares e marginalizados.
Na poesia, a diversidade também foi grande.
Carlos Drummond de Andrade uniu cotidiano, ironia e reflexão social.
Cecília Meireles explorou tempo, existência e transitoriedade.
Murilo Mendes, Jorge de Lima e Vinicius de Moraes desenvolveram caminhos próprios, mostrando a riqueza do período.
Para o Enem, lembre-se:
prosa de 30 → regionalismo + crítica social + análise psicológica
poesia de 30 → liberdade formal + cotidiano + questões sociais e existenciais
Mais importante do que decorar autores é compreender como a literatura passou a interpretar criticamente o Brasil e os conflitos humanos.
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O material pode incluir:
- contexto histórico de 1930 a 1945;
- diferenças entre a 1ª e a 2ª fase;
- características do romance de 30;
- Graciliano Ramos;
- Rachel de Queiroz;
- Jorge Amado;
- José Lins do Rego;
- Carlos Drummond de Andrade;
- Cecília Meireles;
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