Os gases fazem parte de inúmeras situações do cotidiano: estão no ar que respiramos, nos pneus dos veículos, nos cilindros hospitalares, nos aerossóis, nos balões e até no funcionamento de motores e sistemas de refrigeração.

Na Química, o estudo dos gases procura compreender como grandezas como pressão, volume, temperatura e quantidade de matéria se relacionam.

Esse conteúdo aparece no Enem principalmente em problemas contextualizados. A prova pode apresentar um pneu aquecido durante uma viagem, um balão meteorológico subindo na atmosfera, uma seringa sendo comprimida ou um recipiente contendo gás submetido a mudanças de temperatura.

Além dos cálculos, é muito importante saber interpretar gráficos de transformações gasosas.

Neste artigo, você aprenderá as principais leis dos gases, verá exemplos resolvidos, entenderá como reconhecer os gráficos e poderá praticar com cinco exercícios no estilo Enem. 🎈🧪


Quais grandezas descrevem um gás?

Para estudar o comportamento de uma determinada quantidade de gás, utilizamos principalmente quatro grandezas:

  • pressão (P);
  • volume (V);
  • temperatura (T);
  • quantidade de matéria (n).

Essas grandezas estão relacionadas.

Quando uma delas muda, uma ou mais das outras podem sofrer alterações.

Por exemplo, ao pressionar o êmbolo de uma seringa fechada, diminuímos o espaço disponível para o gás. Como resultado, sua pressão tende a aumentar.


Pressão de um gás

As partículas de um gás estão em movimento constante.

Quando colidem com as paredes do recipiente, exercem força sobre elas.

A relação entre essa força e a área sobre a qual ela atua corresponde à pressão.

Entre as unidades utilizadas estão:

  • pascal — Pa;
  • atmosfera — atm;
  • milímetros de mercúrio — mmHg.

Uma relação importante é:

1 atm = 760 mmHg

Em exercícios, o enunciado normalmente informa a unidade necessária.


Volume

O volume corresponde ao espaço ocupado pelo gás.

Como os gases se expandem e ocupam o recipiente disponível, o volume do gás geralmente corresponde ao volume interno do recipiente.

As unidades podem ser:

  • litro — L;
  • mililitro — mL;
  • metro cúbico — m³.

Lembre-se:

1 L = 1.000 mL

e:

1 m³ = 1.000 L


Temperatura: atenção à escala Kelvin

Nas leis dos gases, a temperatura deve ser utilizada na escala Kelvin.

A relação aproximada é:

T(K) = T(°C) + 273

Exemplo:

27 °C:

T = 27 + 273

T = 300 K

Outro exemplo:

127 °C:

T = 127 + 273

T = 400 K

Esse cuidado é essencial.

Não utilize diretamente graus Celsius nas equações das transformações gasosas.


Por que utilizar Kelvin?

A escala Kelvin está relacionada à chamada temperatura absoluta.

Seu zero corresponde ao zero absoluto, situação limite em que a energia térmica das partículas atinge seu valor mínimo possível.

Nas relações entre volume e temperatura ou pressão e temperatura, precisamos utilizar uma escala absoluta para preservar a proporcionalidade matemática.


Transformações gasosas

Quando determinada quantidade de gás passa de um estado para outro, dizemos que ocorreu uma transformação gasosa.

As três transformações básicas são:

  • isotérmica;
  • isobárica;
  • isocórica ou isovolumétrica.

O nome indica qual grandeza permanece constante.


Transformação isotérmica

Na transformação isotérmica, a temperatura permanece constante.

Portanto:

T = constante

Nesse caso, pressão e volume apresentam uma relação inversa.

Se o volume diminui, a pressão aumenta.

Se o volume aumenta, a pressão diminui.

Essa relação é descrita pela Lei de Boyle-Mariotte.


Lei de Boyle-Mariotte

Para uma quantidade fixa de gás mantida à temperatura constante:

P₁V₁ = P₂V₂

Isso significa:

P ∝ 1/V

Pressão e volume são inversamente proporcionais.


Exemplo

Um gás ocupa 4 L sob pressão de 2 atm.

Mantendo a temperatura constante, ele é comprimido até 2 L.

Qual será a pressão final?

Aplicamos:

P₁V₁ = P₂V₂

2 × 4 = P₂ × 2

8 = 2P₂

P₂ = 4 atm

Ao reduzir o volume à metade, a pressão dobrou.


Gráfico da transformação isotérmica

Em um gráfico de:

pressão × volume

a transformação isotérmica é representada por uma curva chamada hipérbole.

Quando o volume aumenta:

a pressão diminui.

Portanto, o gráfico não é uma reta.

Essa representação é muito importante para questões de interpretação.


Aplicação: seringa fechada

Imagine uma seringa com a ponta tampada.

Ao pressionar o êmbolo:

  • o volume do gás diminui;
  • a temperatura é considerada aproximadamente constante em uma situação idealizada;
  • a pressão aumenta.

Essa é uma aplicação simples da Lei de Boyle.


Transformação isobárica

Na transformação isobárica, a pressão permanece constante.

Assim:

P = constante

Volume e temperatura absoluta são diretamente proporcionais.

Se a temperatura aumenta, o volume também aumenta.

Essa relação é associada à Lei de Charles e Gay-Lussac para transformações a pressão constante.


Lei da transformação isobárica

A relação é:

V₁/T₁ = V₂/T₂

A temperatura deve estar em Kelvin.


Exemplo

Um gás ocupa 3 L a 300 K.

Mantendo a pressão constante, sua temperatura aumenta para 600 K.

Qual é o novo volume?

V₁/T₁ = V₂/T₂

3/300 = V₂/600

Multiplicando:

300V₂ = 1.800

V₂ = 6 L

A temperatura absoluta dobrou e o volume também dobrou.


Gráfico da transformação isobárica

No gráfico:

volume × temperatura Kelvin

temos uma reta crescente.

Isso acontece porque:

V ∝ T

Quando a temperatura aumenta, o volume aumenta proporcionalmente.

Se a reta fosse extrapolada no modelo ideal, passaria pela origem do gráfico em Kelvin.


Aplicação: balão

Imagine um balão flexível aquecido.

Se a pressão externa permanecer aproximadamente constante, o aumento da temperatura faz as partículas se movimentarem mais intensamente.

O gás tende a ocupar um volume maior.

Esse comportamento ajuda a compreender a transformação isobárica.


Transformação isocórica ou isovolumétrica

Na transformação isocórica, o volume permanece constante.

Assim:

V = constante

Pressão e temperatura absoluta tornam-se diretamente proporcionais.

A relação é:

P₁/T₁ = P₂/T₂


Exemplo

Um gás em recipiente rígido apresenta pressão de 2 atm a 300 K.

Sua temperatura aumenta para 450 K.

Qual será a pressão?

P₁/T₁ = P₂/T₂

2/300 = P₂/450

300P₂ = 900

P₂ = 3 atm

A temperatura aumentou e, como o volume não pôde aumentar, a pressão também aumentou.


Gráfico da transformação isocórica

Em um gráfico:

pressão × temperatura Kelvin

temos uma reta crescente.

Como:

P ∝ T

o aumento da temperatura provoca aumento proporcional da pressão.


Aplicação: recipientes fechados

Imagine um recipiente rígido completamente fechado contendo gás.

Se ele for aquecido:

  • o volume não muda;
  • as partículas passam a se movimentar mais rapidamente;
  • as colisões com as paredes tornam-se mais frequentes e intensas;
  • a pressão aumenta.

Essa é uma das razões pelas quais recipientes pressurizados não devem ser expostos a temperaturas inadequadas.


Equação geral dos gases

Quando a quantidade de gás permanece constante, mas pressão, volume e temperatura podem variar, utilizamos a equação geral dos gases:

P₁V₁/T₁ = P₂V₂/T₂

Essa equação reúne as três transformações.

Se uma grandeza permanece constante, ela pode ser simplificada.


Exemplo

Um gás ocupa:

  • V₁ = 4 L;
  • P₁ = 1 atm;
  • T₁ = 300 K.

Depois passa para:

  • P₂ = 2 atm;
  • T₂ = 450 K.

Qual é o novo volume?

Aplicamos:

P₁V₁/T₁ = P₂V₂/T₂

1 × 4 / 300 = 2 × V₂ / 450

Multiplicando:

4 × 450 = 600V₂

1.800 = 600V₂

V₂ = 3 L


Equação dos gases ideais

Quando precisamos relacionar pressão, volume, temperatura e quantidade de matéria, utilizamos:

PV = nRT

Em que:

  • P = pressão;
  • V = volume;
  • n = quantidade de matéria em mol;
  • R = constante universal dos gases;
  • T = temperatura em Kelvin.

Um valor muito utilizado é:

R = 0,082 L·atm·mol⁻¹·K⁻¹

quando pressão está em atm e volume em litros.


Exemplo com PV = nRT

Considere 1 mol de um gás ideal a:

  • T = 300 K;
  • P = 1 atm.

Qual é aproximadamente seu volume?

PV = nRT

1 × V = 1 × 0,082 × 300

V = 24,6 L

Portanto, nessas condições, o volume é aproximadamente 24,6 L.


O que é um gás ideal?

O gás ideal é um modelo teórico.

Nesse modelo, consideramos que:

  • as partículas possuem volume desprezível;
  • não existem forças de atração significativas entre elas;
  • as colisões são perfeitamente elásticas;
  • as partículas estão em movimento constante.

Nenhum gás real segue perfeitamente esse comportamento.

Entretanto, muitos gases se aproximam do modelo ideal em condições de:

  • baixa pressão;
  • temperatura relativamente alta.

Quando gases reais se afastam do modelo ideal?

Em altas pressões, as partículas ficam muito próximas.

Nesse caso, o volume próprio das partículas começa a ter importância.

Em baixas temperaturas, as forças de atração entre moléculas também se tornam mais significativas.

Por isso, gases reais podem se afastar do comportamento previsto por:

PV = nRT

especialmente em situações próximas da liquefação.


Teoria cinético-molecular

O comportamento dos gases pode ser explicado pela teoria cinético-molecular.

Segundo esse modelo:

  • partículas gasosas estão em movimento contínuo;
  • colidem umas com as outras;
  • colidem com as paredes do recipiente;
  • a pressão resulta dessas colisões;
  • a temperatura está relacionada à energia cinética média das partículas.

Quando a temperatura aumenta:

aumenta a energia cinética média das partículas.

Essa ideia ajuda a entender várias leis dos gases.


Por que a pressão aumenta quando o gás é aquecido?

Imagine um gás em recipiente rígido.

Ao aumentar a temperatura:

  1. aumenta a energia cinética média;
  2. as partículas se movimentam mais rapidamente;
  3. aumentam as colisões com as paredes;
  4. a pressão aumenta.

Como o recipiente não pode se expandir, o aumento da temperatura se manifesta principalmente como aumento da pressão.


Balões meteorológicos

Balões meteorológicos são uma excelente aplicação das leis dos gases.

Quando um balão sobe na atmosfera:

  • a pressão externa diminui;
  • o gás no interior tende a se expandir;
  • o volume do balão aumenta.

Se a expansão ultrapassar o limite do material, o balão pode se romper.

Questões do Enem podem relacionar esse fenômeno à diminuição da pressão atmosférica com a altitude.


Pneus de automóveis

Durante uma viagem, os pneus podem aquecer devido ao movimento e ao contato com a estrada.

Considerando aproximadamente constante o volume interno, o aumento da temperatura pode elevar a pressão do gás.

Isso está relacionado à transformação isocórica.

O exemplo mostra por que temperatura e pressão devem ser consideradas ao avaliar a calibragem.


Panela de pressão

A panela de pressão também permite relacionar gases, pressão e temperatura.

Como o vapor permanece parcialmente confinado, a pressão interna pode ficar maior que a atmosférica.

Com pressão maior, a água pode atingir temperaturas superiores a 100 °C antes de entrar em ebulição intensa.

Isso permite que os alimentos cozinhem mais rapidamente.

A panela possui sistemas de controle e segurança destinados a regular a pressão.


Aerossóis

Latas de aerossol contêm substâncias sob pressão.

Por isso, seus rótulos costumam alertar contra exposição a altas temperaturas.

O aquecimento pode aumentar a pressão interna.

Em um recipiente fechado, esse aumento pode tornar-se perigoso.

Esse tipo de situação é frequentemente utilizado para contextualizar leis dos gases.


Mergulho e gases

A pressão aumenta à medida que um mergulhador desce.

Mudanças de pressão influenciam o comportamento dos gases em cavidades e equipamentos.

Por isso, processos de subida e descida precisam respeitar princípios físicos e fisiológicos específicos.

Em questões escolares, a ideia central pode ser a relação entre:

pressão e volume.

Sob maior pressão, um volume de gás tende a diminuir, se outras condições forem adequadamente controladas.


Como interpretar gráficos dos gases?

O primeiro passo é observar os eixos.

Pergunte:

Qual grandeza está no eixo horizontal?

Qual está no eixo vertical?

Depois identifique qual grandeza permanece constante.


P × V com T constante

Curva decrescente.

Transformação isotérmica.


V × T em Kelvin com P constante

Reta crescente.

Transformação isobárica.


P × T em Kelvin com V constante

Reta crescente.

Transformação isocórica.

Esses três padrões merecem ser memorizados.


Atenção ao gráfico em Celsius

A proporcionalidade direta entre volume e temperatura ou pressão e temperatura só ocorre de maneira simples quando utilizamos a temperatura em Kelvin.

Em um gráfico usando Celsius, a reta não passa necessariamente pela origem.

Por isso, sempre observe a unidade utilizada no eixo.


Resumo das principais leis

Boyle-Mariotte

Temperatura constante:

P₁V₁ = P₂V₂

P e V são inversamente proporcionais.


Isobárica

Pressão constante:

V₁/T₁ = V₂/T₂

V e T são diretamente proporcionais.


Isocórica

Volume constante:

P₁/T₁ = P₂/T₂

P e T são diretamente proporcionais.


Equação geral

P₁V₁/T₁ = P₂V₂/T₂


Gás ideal

PV = nRT


Erros comuns em exercícios

Usar Celsius diretamente

Errado:

T = 27

Correto:

T = 300 K

quando a equação exige temperatura absoluta.


Confundir proporcionalidade

Em transformação isotérmica:

volume aumenta → pressão diminui.

Nas transformações envolvendo temperatura em Kelvin:

volume ou pressão podem aumentar junto com a temperatura.


Não identificar a grandeza constante

Antes de escolher a fórmula, pergunte:

O que permaneceu constante?

Essa informação determina a lei mais simples.


Misturar unidades

Se a pressão inicial está em atm e a final em mmHg, converta antes quando necessário.

Faça o mesmo para volume.


Estratégia para o Enem

Ao resolver uma questão de gases:

  1. identifique os dados;
  2. transforme temperaturas para Kelvin;
  3. descubra qual grandeza permanece constante;
  4. escolha a equação;
  5. confira as unidades;
  6. resolva;
  7. analise se o resultado faz sentido fisicamente.

Uma excelente conferência é perguntar:

Se o gás foi comprimido, era esperado que a pressão aumentasse?

Se sua resposta matemática indicar o contrário em uma transformação isotérmica, provavelmente houve algum erro.


Exercícios estilo Enem

Questão 1

Uma quantidade de gás ocupa 6 L sob pressão de 2 atm. Mantendo a temperatura constante, o gás é comprimido até 3 L.

A pressão final será:

A) 1 atm
B) 2 atm
C) 3 atm
D) 4 atm
E) 6 atm

Gabarito: D

Comentário:

Em temperatura constante:

P₁V₁ = P₂V₂

2 × 6 = P₂ × 3

12 = 3P₂

P₂ = 4 atm

Ao reduzir o volume à metade, a pressão dobra.


Questão 2

Um gás ocupa 2 L a 300 K e pressão constante. Sua temperatura é elevada para 450 K.

O novo volume será:

A) 1 L
B) 2 L
C) 3 L
D) 4 L
E) 6 L

Gabarito: C

Comentário:

Em transformação isobárica:

V₁/T₁ = V₂/T₂

2/300 = V₂/450

300V₂ = 900

V₂ = 3 L


Questão 3

Um gás encontra-se em recipiente rígido a 27 °C. Sua temperatura aumenta para 127 °C.

A conversão correta das temperaturas para Kelvin é:

A) 27 K e 127 K.
B) 100 K e 200 K.
C) 246 K e 346 K.
D) 300 K e 400 K.
E) 327 K e 427 K.

Gabarito: D

Comentário:

Utilizamos:

T(K) = T(°C) + 273

Logo:

27 + 273 = 300 K

127 + 273 = 400 K


Questão 4

Um balão meteorológico sobe para regiões da atmosfera em que a pressão externa é menor. Considerando que o material do balão permita expansão, espera-se que seu volume:

A) diminua devido à redução da pressão.
B) aumente devido à redução da pressão externa.
C) permaneça sempre exatamente igual.
D) seja independente da pressão.
E) torne-se nulo.

Gabarito: B

Comentário: A redução da pressão externa favorece a expansão do gás. Por isso, balões meteorológicos aumentam de volume conforme sobem, até os limites do material.


Questão 5

Em um recipiente rígido, a temperatura absoluta de um gás aumenta enquanto sua quantidade permanece constante.

O comportamento esperado da pressão é:

A) diminuir, porque P e T são inversamente proporcionais.
B) permanecer obrigatoriamente nula.
C) aumentar, pois P e T são diretamente proporcionais a volume constante.
D) diminuir apenas porque o recipiente está fechado.
E) não sofrer nenhuma relação com a temperatura.

Gabarito: C

Comentário: Em transformação isocórica:

P/T = constante

Portanto, aumentando a temperatura absoluta, a pressão também aumenta.


Conclusão

O comportamento dos gases pode ser compreendido a partir das relações entre pressão, volume, temperatura e quantidade de matéria.

Nas principais transformações:

Isotérmica
→ temperatura constante
→ pressão e volume inversamente proporcionais.

Isobárica
→ pressão constante
→ volume e temperatura diretamente proporcionais.

Isocórica
→ volume constante
→ pressão e temperatura diretamente proporcionais.

A equação geral:

P₁V₁/T₁ = P₂V₂/T₂

permite resolver situações em que várias grandezas mudam.

Já a equação:

PV = nRT

relaciona pressão, volume, temperatura e quantidade de matéria em um gás ideal.

No Enem, é muito importante saber interpretar fenômenos cotidianos e gráficos.

Lembre-se também:

temperatura nas leis dos gases → Kelvin

E, antes de fazer qualquer cálculo, pergunte:

Qual grandeza permanece constante?

Essa pergunta muitas vezes revela imediatamente qual relação utilizar.


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